

O Festival
O Festival mais lindo do Brasil!
Esta é a frase perfeita para definir a Ópera da Serra da Capivara.
O encontro vigoroso de todas as artes, de todas as técnicas, de muitos ritmos e diversas cores no coração ancestral do Brasil, só poderia mesmo resultar nessa experiência extraordinária que acontece a cada ano em São Raimundo Nonato e no Parque Nacional da Serra da Capivara, Sertão do Piauí.
A beleza da arte nasce da sinergia sublime entre a generosidade da natureza e a inventividade humana.
A floresta, em sua magnanimidade, fornece a matéria-prima primordial, enquanto a mente e os corpos humanos, em sua infinita capacidade de criar, moldam e transformam esses elementos em expressões que transcendem a imaginação. Dos ritmos e movimentos vibrantes à elegância das formas da natureza, cada cena, cada música são testemunhos do pacto entre o mundo natural e o mundo criativo, que resulta num espetáculo maravilhoso que inspira, emociona e conecta pessoas!
Sádia Castro
Diretora Geral
Idealizadora da Ópera da Serra da Capivara
O Ato "Cleópatra - Rainha Caatingueira"
“Cleópatra, Rainha Caatingueira” é uma criação original da Ópera Serra da Capivara que transforma o mito de uma das figuras mais emblemáticas da antiguidade em uma travessia poética entre mundos, territórios e identidades. Ambientado nas paisagens milenares da Serra da Capivara, onde ecoam alguns dos vestígios mais antigos da presença humana nas Américas, o espetáculo constrói uma narrativa que atravessa o Egito Antigo, o oceano Atlântico e o sertão brasileiro.
Partindo da imagem de Cleópatra como uma rainha divina às margens do Rio Nilo, a obra acompanha sua queda, desaparecimento e renascimento em uma nova terra, a Caatinga. Ao chegar a esse território, marcado pela força da natureza e pelos saberes ancestrais de seus habitantes, Cleópatra se vê desprovida de poder e é conduzida a uma profunda transformação espiritual. Entre rituais, encontros simbólicos e uma travessia entre vida e morte, ela abandona sua condição de deusa para se reconhecer parte da terra.
Mais do que reimaginar uma figura histórica, “Cleópatra, Rainha Caatingueira” propõe um encontro entre culturas, tempos e cosmologias. Com uma linguagem que integra música, dança, elementos ritualísticos e a potência do teatro a céu aberto, o espetáculo celebra a ancestralidade, a coletividade e a conexão entre humanidade e natureza. É uma experiência sensorial e simbólica que convida o público a atravessar fronteiras e reconhecer, na diversidade dos povos, uma origem comum.
Felipe Guerra
Diretor de Arte
Idealizador da Ópera da Serra da Capivara
Anfiteatro Ancestral
A mudança de palco da Ópera da Serra da Capivara, em 2025, do anfiteatro da Pedra Furada para o ECO TEATRO SERRA DA CAPIVARA que fica bem pertinho do local anterior, em frente uma gigantesca cortina de pedra, é uma decisão estratégica que reflete o crescimento e a evolução do festival. Além de atender a uma preocupação fundamental com a preservação do patrimônio arqueológico, natural e cultural do Parque Nacional da Serra da Capivara, que é uma Unidade de Conservação Federal.
O anfiteatro da Pedra Furada, com sua beleza natural e importância histórica, foi o cenário icônico do festival. No entanto, com o crescente sucesso do evento e o aumento do público, tornou-se evidente que o espaço, embora encantador, já não é suficiente para acomodar confortavelmente todos os participantes. Mais importante ainda, a preservação dos sítios arqueológicos é uma prioridade, e o crescimento do festival exige uma abordagem responsável para minimizar impactos ambientais e culturais.
A escolha de um novo local que mantém as características naturais do anterior como a cortina de pedra, o ambiente ao ar livre e a proximidade com a natureza garante que a essência e o cenário sejam preservados. Este novo espaço permitirá que o evento continue a crescer, oferecendo uma experiência ainda mais rica para o público, sem comprometer a integridade dos sítios arqueológicos e o meio ambiente.
Além disso, essa mudança representa uma oportunidade de revitalizar a experiência cultural oferecida pelo festival, ampliando as possibilidades de produção e criando um ambiente que continua a celebrar a conexão entre a arte, a história e a natureza, que é a marca registrada da Ópera da Serra da Capivara. Dessa forma, o festival continua a evoluir, mantendo-se fiel ao seu compromisso com a cultura e a preservação do patrimônio da humanidade.
Sustentabilidade e Solidariedade
Reunir gente boa, arte e música em meio a natureza tem de gerar impactos positivo nas pessoas e no planeta. Trabalhamos com a ideia de futuro regenerativo e sustentável!
Todo o evento é planejado e realizado para gerar o menor impacto possível no meio ambiente local.
Oferecemos serviço de transfer ao público para a reduzir a circulação de veículos.
Disponibilizamos banheiros químicos e coleta seletiva de lixo;
Todo o lixo reciclável é doado para a associação local de catadores.
Obedecemos às regras e normas dos órgãos ambientais, responsáveis pela gestão do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Obtemos as devidas licenças ambientais para a realização do evento no anfiteatro da Pedra Furada.
Coletamos alimentos não perecíveis para distribuição junto às comunidades carentes do entorno do local.
Distribuímos, gratuitamente, 40% dos ingressos dos espetáculos em ambiente fechado entre os(as) guias turísticos, comunidade e trabalhadores(as) do evento.
Oferecemos diversas oficinas gratuitas para a qualificação de pessoas das comunidades locais.
A Ópera e a Economia Local
A Ópera contribui fortemente para a consolidação do Parque Nacional da Serra da Capivara como um importante vetor de turismo no Piauí e para o desenvolvimento sustentável do sudeste do Estado, por meio da arte e da cultura.
O fortalecimento da economia local vem ocorrendo desde a primeira edição do Festival Ópera da Serra da Capivara, o que é comprovado pelo incremento do comércio das cidades do entorno do evento: com meses de antecedência, atingem a capacidade máxima pousadas, hotéis, pousadas domiciliares; aumenta em mais de 300% a demanda em restaurantes, bares, lanchonetes, mercados e a produção e venda de souvenirs.






Fotos: Joaquim Neto